Olá,
Acabei de concluir a minha leitura que durou cerca de três semanas, se trata do quarto de despejo, da autora Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra, favelada e auto didata, digo isso pois ela só estudou até o segundo ano do ensino fundamental e aprendeu tudo por livros e observações.
O livro se trata de um diário pessoal, Carolina conta toda sua trajetória na favela, situações como: fome, miséria, desigualdade e pornografia infantil. Ao longo do livro todo percebemos o seu amor pelo seus filhos, ela é capaz de tudo para proteger-los. Conhecemos um pouco como funciona a vida na favela, Carolina destaca a fome que é predominante, além de brigas, disputas e falta de harmonia. Ela mostra-se insatisfeita com a sua vida, pensa em suicida-se várias vezes, inclusive pensa em chamar os seus filhos para isto, mas repensa e volta para trás.
O seu diário tornou-se conhecido quando um repórter que estava estudando a favela de São Paulo descobriu a Carolina. Como o repórter estava demorando muito ela chega a enviar para uma editora dos estados unidos, mas infelizmente ela tem um retorno de todos os seus materiais.
O livro não tem um final feliz, nem mesmo otimista (isso no meu ponto de vista). Carolina despede-se do ano de 1959 e espera que o novo ano que está por vir seja melhor. Em primeiro de janeiro ela levanta cedo para ir buscar água.
Eu vejo que nada mudou para ela, não ganhou muito dinheiro, alcançou apenas fama. Eu queria muito que ela ganhasse bastante dinheiro, porém, ela sendo uma mulher negra e favelada alcançou um tal êxito.
Tenho certeza que a Carolina de Jesus abriu portas para todos nós negros, não alcançou fama como Machado de Assis, ou o Monteiro de Lobato. Porém ela abriu as portas para a gente, eu agradeço.
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